A GOVERNANÇA DOS RISCOS NANOTECNOLÓGICOS FRENTE AOS TERRITÓRIOS MERCANTIS TRANSNACIONAIS

Caroline Cenci, Reginaldo Pereira, Andrey Luciano Bieger

Resumo


O presente artigo tem por tema a globalização e distribuição dos riscos sócio ambientais oriundos de nanotecnologias no âmbito da União Europeia. Na medida em que a globalização proporciona maior interação entre os países, por meio da intensificação da informação e de trocas comerciais, os processos que facilitam a comercialização de produtos possibilitam também a distribuição de riscos sócio ambientais. Assim sendo, o problema de pesquisa enfrentado é: “Os mecanismos de regulação e governança das nanotecnologias levam em consideração a distribuição espacial dos riscos decorrentes desta tecnologia ou estão centralizadas nos territórios dos Estados ou, no máximo, dos Blocos Econômicos?”. A análise e apropriação teórica dos dados é mediada pela perspectiva indutiva. Conclui-se que a distribuição dos riscos nanotecnológicos observa a geografia dos territórios mercantis e, também, que a existência de normas reguladoras e de governança em alguns Países e Blocos Econômicos não é suficiente para prevenir os riscos decorrentes da exposição a produtos construídos a partir da nanotecnologias engenheiradas, pois o caráter local cinge tais iniciativas a determinados territórios, não garantindo, assim, parâmetros transnacionais de segurança que abranjam a cadeia global de mercadorias.

Palavras-Chave: Riscos da nanotecnologia, regulação transnacional, governança global.

 

Abstract: This article deals with the globalization and distribution of socio-environmental risks from nanotechnologies within the European Union. As globalization provides greater interaction between countries, through the intensification of information and trade, processes that facilitate the commercialization of products also enable the distribution of social and environmental risks. Thus, the research problem faced is: "Do the regulatory and governance mechanisms of nanotechnologies take into account the spatial distribution of the risks arising from this technology or are they centralized in the territories of the States or, at most, of the Economic Blocks?" The analysis and theoretical appropriation of the data is mediated by the inductive perspective. It is concluded that the distribution of nanotechnological risks observes the geography of mercantile territories and also that the existence of regulatory and governance standards in some countries and economic blocs is not sufficient to prevent the risks arising from exposure to products built from engineered nanotechnologies because the local character cies such initiatives to certain territories, thus not guaranteeing transnational safety parameters that encompass the global merchandise chain.

Keywords: Nanotechnology risks, transnational regulation, global governance.


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