PALATOPLASTIA APÓS EXÉRESE NEOPLÁSICA EM CÃO

Ian Carlos Ely, Taiamara Daneluz, Tais Cristina Rech, Camila Basso Catarna, Tatiane Camacho Mendes

Resumo


Neste trabalho objetivou-se relatar o uso da resina acrílica autopolimerizável (metilmetacrilato), associada a tela de polipropileno, como alternativa eficaz na reconstrução do defeito ósseo criado pela exérese neoplásica no palato duro de um um cão Pastor Alemão. Após ressecção do tumor e dos dentes molares e pré-molares envolvidos, o leito foi curetado, resultando em extensa lesão nasofaríngea. Para a palatoplastia, optou-se pela adaptação da técnica de Atallah et al. (2013), preenchendo-se o defeito com resina acrílica autopolimerizável associada a tela de polipropileno. A cicatrização foi satisfatória e após oito dias o paciente passou a alimentar-se espontaneamente. Aos 20 dias de pós-operatório, a prótese havia se desprendido e o defeito apresentou-se epitelizado e sem fistulação. Houve recidiva neoplásica e, após seis meses, o cão apresentava grave dificuldade de se alimentar, em função de nova massa na região. Devido ao pobre prognóstico, o tutor optou pela eutanásia. A técnica da palatoplastia modificada apresentou resultado satisfatório, pois permaneceu no leito, substituindo o palato excisado durante o tempo necessário à cicatrização. Acredita-se que a contração da ferida tenha contribuído para a deiscência da prótese, sem que isso tenha gerado prejuízo à cicatrização.

Palavras Chave: cirurgia reconstrutiva, neoplasma oral, palato.


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